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Adolescente reconhece 4 detentos acusados de abuso
Ontem, a Polícia Civil, por meio da Divisão de Atendimento ao Adolescente (Data), mostrou para a jovem as fotos de detentos da Colônia Agrícola Heleno Fragoso e ela conseguiu reconhecer parte dos seus agressores, apesar da forte emoção diante das fotos.
Segundo fonte policial, o reconhecimento dos agressores pelas fotos é de suma importância para o andamento das investigações. Em novo depoimento, que não pode ser divulgado porque o caso corre em segredo de Justiça, vários pontos nebulosos serão esclarecidos, entre os quais a data da primeira vez em que a jovem entrou na Colônia Agrícola, os relacionamentos anteriores que ela teve com detentos e como ela realmente conheceu a aliciadora conhecida como Ane ou “Gorda”.
Agora, com a identificação, por meio das fotos disponibilizadas pela Susipe, os envolvidos responderão por mais este crime e podem ter suas penas aumentadas.
A adolescente acrescentou que no período que ficou na mão dos detentos teve de se vestir com roupas masculinas para entrar nos pavilhões 1 e 4 e passar a noite no local. “Nós ficávamos presas em um quarto e só saímos para comprar bebidas. Se tentássemos correr, eles nos matavam. Eles davam dinheiro e o que sobrava nós comprávamos lanches para a gente. Fugi para não morrer. Tinha medo do ‘Faísca’ me matar ou alguém da minha família porque já tinha dito a ele onde eu morava”, enfatizou a adolescente.
A garota contou que conseguiu fugir no sábado por volta de 5h, em um momento de distração dos detentos. A garota não fazia uma narrativa linear dos acontecimentos e passou a falar sobre Ane e as conversas que ouviu no lugar.
Ela afirma que antes de ir à colônia penal, foi levada para um bar denominado “Grandes Amigos”, no Paar, e que era um dos lugares que Ane frequentava. “Ela disse que sempre estava ali e no Coqueiro, mas que era mais fácil encontrá-la em Outeiro, onde tinha muita menina nova. Ane teria ganho R$500,00 e ganhava mais dinheiro toda vez que levasse mais garotas para lá. O ‘Faísca’ pediu que ela só trouxesse meninas novas, mas eu vi mulheres mais velhas por lá, a Silvia, a outra Silvia, Andresa e a Cristiane”.
Em dado depoimento aos deputados, a garota mostrou toda a “revolta” contra a própria mãe biológica. “Minha mãe me abandonou. Podia ter me levado, mas me deixou com minha bisavó com um ano (de idade). Só fui conhecer minha mãe com 7 anos. Nunca ligou pra mim quando estava fugida. Agora ela aparece com advogado para querer me procurar, que estou em segurança”.
A adolescente também relatou a existência do tráfico de drogas na colônia penal Heleno Fragoso. A garota contou que o preso identificado como Victor vende drogas no interior dos pavilhões. “Ele guardava a maconha e cocaína dentro de um plástico, debaixo da cama, e mandava eu e as meninas venderem para os outros no igarapé. Depois a gente dava o dinheiro para ele”.
A menina encerrou o depoimento pedindo que seja feita uma busca na área da mata da colônia penal para procurar as outras duas adolescentes que ficaram sob o domínio dos detentos. “Tenho medo que já tenham dado fim nelas”, comentou. Por fim, deu uma declaração de esperança. “Assim que tudo isso acabar eu quero voltar a estudar porque não estou estudando. Quero me formar e ser da polícia, seja da Polícia Militar ou da Rotam”, concluiu.